O que você precisa saber sobre trabalhar no Canadá? Atualizado em 2020.

Atualizado: Fev 10


Trabalhar no canadá: resumo de opções e requerimentos
Trabalhar no canadá: resumo de opções e requerimentos

Só em 2019, mais de 340 mil pessoas imigraram para o Canadá, sendo 5 mil brasileiros. Cerca de 22% da população do país é composta por imigrantes, de acordo com o censo de 2016, fazendo do Canadá uma das nações mais multiculturais do mundo. Mas por que tanta gente quer viver no Canadá?


Além de receber muito bem os imigrantes, o país tem uma das melhores qualidades de vida do mundo, ficando em 4º lugar no ranking da OECD, e tendo três cidades na lista das 10 melhores cidades para se viver da Economist Intelligence Unit – Toronto, Vancouver e Calgary. A taxa de desemprego foi de apenas 5,6% em 2019.


Diante da alta procura, o governo canadense atualizou seu processo de imigração nos últimos anos, ficando um pouco mais rígido, mas o país ainda busca atrair imigrantes qualificados e profissionais que atendam as demandas do mercado de trabalho.


Hoje, há basicamente três formas de trabalhar no Canadá: através de um programa de estudos, através do convite de uma empresa, ou passando pelo processo de imigração permanente. Detalharemos as três formas a seguir.

Trabalhar e estudar


Para trabalhar legalmente no Canadá, é preciso de um work permit, uma permissão de trabalho. Ao contrário de países como a Irlanda, alunos de cursos de idiomas não têm direito a essa permissão. No entanto, alguns programas de estudo em colleges e universidades permitem trabalhar dentro de certas condições.


Os programas co-op são cursos que incluem um período de estágio para obtenção do diploma. O objetivo aqui não é tanto ganhar dinheiro, mas sim experiência profissional. Além do estágio obrigatório, este tipo de programa permite que os estudantes trabalhem até 20h por semana no período de aulas, sem a necessidade de um work permit, para ajudar a financiar seus estudos.


Outra alternativa é investir em um programa de ensino superior no Canadá, como uma pós-graduação, mestrado ou MBA. Além de permitir trabalhar até 20h por semana, como os programas co-op, muitos programas de ensino superior dão direito ao Post-graduation Work Permit (PGWP).


O PGWP é uma permissão de trabalho concedida aos alunos que se formam, para que possam ganhar experiência profissional em sua área. É preciso consultar a lista oficial do governo para verificar se a instituição de ensino oferece este tipo de permissão.

Ter uma experiência profissional no Canadá conta pontos para o processo de imigração, que detalharemos a seguir, caso seu plano seja se mudar para o país no futuro.

Trabalhar a convite de uma empresa


Outra forma de obter permissão para trabalhar no Canadá é tendo uma oferta de emprego de uma empresa canadense. Para isso, a empresa deve emitir um LMIA (Labour Market

Impact Assessment).


O problema é que este é um processo caro e complexo, e nem todas empresas podem estar dispostas a fazê-lo. O LMIA exige que a empresa mostre ao governo que não há residentes aptos a exercer a profissão para poder buscar funcionários em outro país. Este processo pode demorar até 16 semanas.


Em alguns casos, o LMIA pode não ser necessário, porém é preciso consultar os critérios estabelecidos pelo governo, ou entrar em contato diretamente com o empregador.

Importante lembrar que esta permissão de trabalho não dá direito a residência permanente, e só é válida enquanto o funcionário trabalhar na mesma empresa pela qual foi contratado.


Para procurar vagas de emprego disponíveis no país, é possível utilizar o Job Bank, uma plataforma do próprio governo canadense.

Imigrar para o Canadá


Com exceção de refugiados ou de indivíduos que tenham família no Canadá, a maioria dos brasileiros opta pelo Express Entry, um sistema introduzido em 2015 que seleciona pessoas com características e habilidades específicas para imigrar